Say goodnight to the lady

Outro texto antigaço, de 24.01.06. Carinho por ele. Fez sentido na época.

Eu perguntei, Short or long story?, e aí que ele me fitou com um par de lasers azuis e falou uma coisa, não entendi, Repete, ele repetiu, Enfia no cu, então procrastinei a parvoíce e concluí pra eu mim mesma, Short it is, e disse que estava deixando-o e ele quis saber o porquê e Pois é, retruquei que não dava um duvideodó para o quanto meu blog é capital, é inicial, é transcendental para todos os meus três leitores, mas que essa vida não era mais pra mim, que jogasse o primeiro teclado, levantasse o mouse, piscasse um emoticon quem nunca tivesse parado para pensar em querer mais, respira, em escrever uma reportagem que faria Zaratustra emudecer, respira, uma monografia para Fredo ulular, respira, um romance que faria Derrida dar pulinhos de satisfação, e continuei continuei continuei a ir à baila, falei que minha vontade encheria um Madison Square Garden, que ela não cabia mais no espelho de cá, que havia espichado horrores depois da puberdade, mas penso que ele achou que eu estava meio chapada porque logo em seguida me deu um tapa na bunda e torceu o canto da boca, Vem pra cama, mulher, eu fui.

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