Todos os cães merecem o céu

Ele não era cachorro, não, mas esse galho a gente quebra, Chefia?

Por anos especialistas vêm defendendo a tese de que nossa razão de ser – ou não ser corno – se canaliza neste tão doído naco que une braço e antebraço.

Pois ontem o mundo perdeu um de seus maiores chifrólogos, o cantor popular Waldick Soriano, morto aos 75 anos.

Imagino imediatamente uma ABL que funcionasse como legítimo reduto do homem do povo, com B de Brega piscando em néon, letras sem o menor pudor em rimar “coração” com “solidão” e o intérprete de Eu não sou cachorro não ocupando a cadeira 42 – o contrário da 24 porque Waldick chora mas é macho pra caralho.

Vai deixar saudade. RIP.

O Waldick era cafona, sim, mas os Beatles também eram. (Benito de Paula, para o Caderno B, Jornal do Brasil)

Se falar com o povão, 10% conhecem Tom Jobim e 90%, Waldick. (Reginaldo Rossi, para o Caderno B, Jornal do Brasil)

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3 Respostas to “Todos os cães merecem o céu”

  1. leandro Says:

    curti o parecer de benito, meu tio mais bonito.

  2. rafaeladias Says:

    Trailer oficial do filme Waldick, sempre no meu coração que estréia dia 28 de Agosto.

  3. Dance like no one but Thom Yorke’s watching « a tangerina Says:

    […] entre um gringo no ensaio da bateria da Mangueira e a reação da sua mãe após descobrir que Waldick Soriano reencarnou no karaokê da […]

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