Crisefolia

Se servir de consolo, cada centimetrozinho dele, nem todo mundo vai precisar vender a mãe em feirinha de garagem por causa da crise financeira que, dizem por aí, colocará 1929 na chinela – Rider, ainda por cima. E olha que não precisa ser figurante de Três irmãs para pegar jacaré nessa marolinha. Dois grupos sociais, por exemplo, têm tudo para se beneficiar com a débâcle da economia mundial. Em primeiro lugar vêm os fabricantes de KY e genéricos. Afinal de contas, o cidadão quer ter um pé atrás, mas um pouco de delicadeza é bom e nossa bunda gosta. Mas ninguém se deu melhor nessa do que o perito em trocadilhos. O bem-bom ganhou sustância quando as bolsas mundiais, na mais sincera demonstração de espírito de equipe desde as surubas freqüentadas por Carlos Mossy, sucumbiram todas juntas à lei da gravidade. De lá pra cá, patrimônios inteiros viraram pó – para alegria da nova garota-propaganda do Vaporetto, Amy Winehouse – e o povo do troca-troca, como diria Lug de Paula, foi pra galéééra. A título de exemplo, paremos um pouco para refletir sobre a expressão circuit breaker. Pondero quanto tempo nos resta até um engraçadinho invocar Kid Bengala, para quem a vida é sempre dura, como o grande (opa) quebrador dos circuitos mais internos do ser. (A performance, evidentemente, dar-se-ia dentro do pregão da Bovespa, essa senhora safada e fominha, que até as pregas tratou de pôr no aumentativo.) E paro por aqui porque mais um trocadilho seria a senha para que soassem as cornetas do apocalipse.

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