Os problemas sexuais de Pedro Cardoso

E por falar na zona (com trocadilho, por favor) que o mundo virou: logo quando a crise econômica resolveu deixar todo mundo nu com a mão no bolso, Pedro Cardoso fechou o zíper da moral e dos bons costumes ao ler o tal manifesto antinudez antes da sessão de Todo mundo tem problemas sexuais, semana passada. 

A gente já tinha falado disso no JB (é só ler o post abaixo), mas segunda-feira a Ilustrada deu capa, lembrou da Graziella Moretto (namorada do ator) pagando peitinho em Feliz natal e o assunto veio à tona.

Olha, vou ser bem sincera: se foi golpe de marketing, como andam desconfiando por aí, eu não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe. O fato é que, para mim, a discussão já deu. E deu sem gosto. Deu sem relaxar e gozar. Deu com meias, de luzes apagadas e afastando a cueca para o lado.

Não que eu discorde integralmente dos pontos levantados por Pedro. Nudez gratuita? Essa pelada (opa) o audiovisual brasileiro adora bater –muitas vezes, gratuita e deslavadamente mesmo.

É o último bêbado do Bar Esperança que não quer sair deste corpo que não lhe pertence, pronto para fazer um agrado a Rogério Sganzerla, aquele que buscava o que “o povo brasileiro espera de nós desde a chanchada: fazer do cinema brasileiro o pior do mundo”. 

Para não perder o fio da meada: sabe o que mais pegou para  mim? O Pedro Cardoso foi generalizante até dizer chegar. Pior: abriu espaço para a defesa de que o nu é aceitável apenas se fundamentado artisticamente.

De primeira a afirmação soa até bacana. Basta estar disposto, claro, a aceitar a arrogância dos que se pressupõem aptos a separar o que é sensacionalismo e o que é “intenção artística”. 

Enfim. O texto está longo; e a paciência do leitor, imagino, não deve ser tão bem dotada assim. Só vou pedir licença para rebater rapidamente comentários postados por Pedro aqui, citando os depoimentos que colhemos, semana passada, sobre o imbróglio.

Tudo bem, tudo bem. Longe de mim achar que os caminhos da vida enveredarão Pedro Cardoso até esta Tangerina com jeitão de marmelada. Mas pelo menos a alma eu penduro no varal.

Pedro diz: Eu gostaria de agradecer também àqueles que se manisfestaram através do jornal. Todos são igualmente bem-vindos.

Tangerina diz: Glad to serve.

Pedro diz: Percebo, pela opinião de alguns, que eles falaram sem ter lido o meu texto antes, apenas provocados pela pergunta do jornalista.

Tangerina diz: Todos os entrevistados foram comunicados de que o texto estava disponível na rede. Alguns pediram inclusive para que dessemos um tempinho para que lessem antes de dar o pitaco.  

Pedro diz: E este blog, onde o texto está integralmente publicado, é a única fonte confiável. Edições por outros, geralmente, corropem o sentido e a intenção do que eu disse.

Tangerina diz: Qualquer edição, obviamente, está sujeita à parcialidade do jornalista. Contudo, o endereço do blog foi publicado em matéria do Caderno B, do Jornal do Brasil, no mesmo dia. Quem quis correu atrás.

Pedro diz: Eu gostaria também de responder ao cineasta Walter Lima Júnior porque ele me dirigiu palavras ofensivas. (…) Ele se considerou envolvido por seus próprios critérios e consciência. (…) Ele deve ter me ofendido num momento infeliz, e tenho certeza que ele está imaginando uma maneira gentil de se desculpar.

Tangerina diz: Fica a dica, Walter.

Se você disser que eu desafinei, amor…

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2 Respostas to “Os problemas sexuais de Pedro Cardoso”

  1. araceli Says:

    eu gosto muito do gato de botas

  2. araceli Says:

    eu gosto do gato de botas !!!

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