Ela é puro êxtase

Vamos lá. Você é Maria Antonieta de Las Nieves e está prestes a dar à luz todo o Dream Team 92. A porta de saída será o buraquinho por onde papai plantou aquela sementinha, uhn, branca e protéica na mamãe. Então já sabe: a noite vai ser boa.

Isso mesmo, mulheres. Se vocês não estivessem tão preocupadas em manjar o estetoscópio no bolso da calça de George Clooney (ou você  achou que ele estava feliz em te ver?), perceberiam que ER ensinou tudo errado para a gente. Esqueça a dor. Dor é balela. Nove meses se foram e chegou a hora de despachar o rebento via sedex vaginal. Quando você o fizer, e se fizer da maneira certa, os únicos urros serão de puro prazer. Afinal, parir é uma coisa linda, alto astral, é praticamente um pagode da Cohab pra ficar legal.

Você pode até ter gozar while at it, baby. Acredite.  

A tese maluca está no documentário Orgasmic birth, de Debra Pascali-Bonaro, mãe de cinco e vagina pentacampeã mais feliz do Oeste. O filme acompanha 11 mulheres que fazem o trabalho de parto parecer fichinha, em vez daquele suplício tão pavoroso que dá  vontade de se virar para o fedelho e falar “eu te odeio, feto filha da puta, quando você nascer eu te obrigo a assistir à TV educativa e ouvir cantigas de ninar na interpretação dodecafonista de Tom Zé para você ver o  que é bom pra tosse”. Em miúdos: na hora de ter  o bebê, a mulherada geme, beija, ri e chega a ter um orgasmo. Ou vários.  

marta_suplicyA bolsa estourou? Relaxa e goza!

Essa, garante Debra – ela própria educadora de parto por mais de 20 anos -, é a típica “win-win situation”, na qual mamãe e nenê só têm a ganhar neste processo “mais natural e saudável”. Reproduzo (opa) o argumento da documentarista, surrupiado daqui, ó.

Espero estimular a discussão para  que mulheres jovens e homens considerem como o uso excessivo de cirurgia cesariana, máquinas e drogas está transformando o que poderia ser uma experiência agradável – mesmo orgásmica – em algo às vezes traumático.   

Mas e aí, Debra?

O que é um parto orgásmico?  Algumas mulheres o descrevem como o orgasmo de suas vidas, tão pleno e sensual, o bebê se movendo pelo corpo da mais feliz e amorosa maneira. Outras definem a experiência da mesma forma que eu definiria como orgásmica a sensação de comer um bom pedaço de chocolate. Um êxtase incrível. 

mallu_magalhaes3_resizeEm 1992? Ah, eu estava, da mais feliz e amorosa maneira, dançando dentro de minha mãe mesma…

Sem tomar posições (a favor, contra ou de cócoras) a respeito da proposta, digamos,  intrigante de Debra, a blogueira se contenta em cruzar os dedos (não as pernas) para que a experiência maternal da amiga leitora seja tão prazerosa como as das mulheres de Orgasmic birth, tudo no trailer abaixo. Fica a dica: antes de clicar no play, certifique-se de que o som não está muito alto e de que não tenha alguém – sua avó, por exemplo – a pelo menos cinco metros de distância. Você vai entender.

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