Posts Tagged ‘barack obama’

Rapidinha

março 9, 2009

Lá nos euá, Barack Obama virou OB: introduzido (opa) no melhor dos lugares, mas na pior das horas.

charlescamilla

Aos fellas tangerínicos, a memória que fica: Camilla Parkes-Bowles recebe cada gotinha do charme abano de Charles, o mais absorvente (!) príncipe-propaganda da Johnson & Johnson – Sua Alteza, para quem não se  lembra, já confessou ao telefone desejo de ser o OB dos países baixos de sua gorduchinha (epa, opa), naqueles loucos 90’s.  

Pelo menos serve como garantia de que uma cerimônia oficial entre o casal inglês e o americano jamais acabará em banho de sangue, não?

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Forévis no seu coraçãozis

janeiro 13, 2009

obamis

Em seu blog, Sérgio Dávila lembra que Graydon Carter, editor da Vanity Fair, deu um chute no saco do humor após o 11 de setembro (fazer o quê, né).

Por motivos distintos, Barack Obama, louvado seja, entrou no rol das personalidades tão intocáveis como uma Sandy pré-núpcias. As razões estão na pista pra negócio. O cara é negro e foi eleito presidente da nação mais poderosa do mundo, que há meio século assassinava Martin Luther King. O cara tem “Hussein” no sobrenome e foi eleito presidente da nação mais poderosa do mundo, que há cinco anos faria porco no espeto de qualquer infeliz sem um grandpa Carter ou um uncle Smith pra contar história. O cara tem orelha de abano e foi eleito presidente da nação mais poderosa do mundo, que, bom, há cinco horas  ainda não dava bola na noitada para tipos candidatáveis a garoto propaganda da revista MAD.

Ora, essa. O sujeito que inspirou uma geração de Barackinhas nascidos (“Barack Carter III”, “John Barack”, “Barack William”, já pensou?) a partir de 2008 só não é mais famoso por ter declinado convite do Ego para ser o Garoto Paparazzo do mês. Daqui a uma semana, his black ass suas nádegas afro-americanas (com hífen? sem? depois das 3h não tem acordo ortográfico, foda-se, é a lei)  deitará sobre os mesmos lençóis nos quais o glúteo dumb ass de George Herbert Walker Bush repopôzava na Casa Branca, e isso é goddamned motherfuckin’ awesome júbilo puro, ou melhor, júbilo multicultural.

Mas daí a fazer de Obama essa persona irrepreensível, messiânica e escudada de qualquer piada que seja é demais. O Dávila, dos camaradas que mais aprecio na cobertura da polititica internacional, diz bem ao afirmar que “não existe humor político a favor, nem figura política insatirizável”. Obama não é exceção. As condições que o levaram ao poder, talvez. Aplaudo. Peço bis. Compro caneca no mercado livre com a cara do novo presidente. Mas Obama não é nem pode ser exceção alguma. É claro que  não existe um Redneck Human Rights para chiar quando ligamos as asneiras de Bush à “postura típica de um caipira branquelo do Texas”. Troçar com Obama por ele ter raízes quenianas, zero berço político e ser negro é uma situação mais delicada e estúpida, claro, ou melhor, miscigenado: taí o contexto histórico que não me deixa mentir. Mesmo assim, como várias reportagens lá fora apontam, comediantes têm ficado no vácuo quando ousam usaro nome de Barack Obama em vão.     

A camiseta feita por Sandro Menezes, estampada com o Mussum aí em cima, é um “ipe ipe urra” ao espírito irreverente que não deve jamais ser exorcizado, principalmente em relação a uma figura tão poderosa quanto o presidente dos EUA. E a isso aplaudo, peço bis e deixo os tomates de prontidão no cesto à direita. Just in case.   

Nada mal

novembro 15, 2008

Mas o que sempre lembrarei é de eu saindo de uma festa em 2003. Fui abordada por outro convidado, um autor consagrado. Ele me perguntou sobre o homem com quem eu estava falando. Mansamente me disse não saber que Barack Obama era um convidado da festa, e que tinha pedido a ele para arrumá-lo um drinque. Em menos de seis anos, Obama passou de alguém confundido com um garçom entre a elite nova-iorquina para presidente eleito.

Katherine Rosman, The Wall Street Journal

Via Panopticist.