Posts Tagged ‘david lynch’

O pecado mora (no post) ao lado

setembro 9, 2008

Masscult? Indústria Cultural? Audiência infantilizada? Cultura de pastiche? Adorno de touquinha entonando aaaaau bái mái céeelfff?

Isso! Issa! Não temeis o dedo do Senhor a cutucar sua ferida intelectual, ó infiel (mas não se esqueça de derreter a manteiga nos conformes do supositório filosófico de São Tomei, o apóstolo que só acreditava no que via à sua frente e principalmente às suas costas).

Para tirar proveito do exclusivíssimo manual David Lynch for dummies, basta fazer como 110% dos Filhos de Google (badauê, ylê ayiê, malê de balê, otum obá) e levar em consideração apenas as citações mais etéreas sobre a filmografia desse grande mestre do surrealismo. Em pouco tempo, você estará apto a soltar pérolas de causar “ós” de admiração em qualquer rodinha witty da cidade. Perceba como é fácil: “Um filme de Lynch é como a alma que sai do corpo pra dar um telefonema”, ou ainda “o latido de um Chihuahua sibilando entre os verdadeiros Homens Elefantes do século XXI”.

E se ainda assim você, após assistir a Império dos sonhos, sentir-se incapaz de fazer bonito com a intelligentsia cinéfila local, a gente combina assim: apague da memória os 180 minutos de fita (que você não entendeu mesmo) e pule direto para os créditos, que trazem a fantástica Sinnerman, na voz de Nina Simone, playbackada por atrizes do filme. Sensacional.

Vídeo abaixo. Tomates idem.

E passar bem.

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Três frases da semana

agosto 13, 2008

 

Olha só, o David Lynch é a ca-ra do Pequeno Príncipe!

Confidência de Yasmin Brunet à blogueira que vos fala, na Livraria da Travessa do Shopping Leblon, segunda-feira, com to-da ca-ra de entender tanto de David Lynch quanto eu da página 197 de A crítica da razão.

Os Jonas Brothers são basicamente como os Beatles, só que mais talentosos e tãããão mais bonitinhos.

Josh Eells, crítico da revista Blender, após afiançar com quatro estrelas (máximo de cinco) o novo CD dos meninos, A little bit longer.

Estes não são cartões-postais safados da praia. São indubitavelmente pornô. Alguns deles, inclusive, bastante obscuros, com lesbianismo e animais cometendo felação. É bastante desagradável. (…) Ainda hoje, estas descobertas estariam na prateleira de cima.

Dr. James Hawes, especialista da Oxford em Franz Kafka (1883-1924), depois de trazer à tona um lado mais dirty do tcheco que toda vez que chegava em casa sonhava com a barata da vizinha na cama dele.