Posts Tagged ‘mallu magalhães’

Ela é puro êxtase

dezembro 18, 2008

Vamos lá. Você é Maria Antonieta de Las Nieves e está prestes a dar à luz todo o Dream Team 92. A porta de saída será o buraquinho por onde papai plantou aquela sementinha, uhn, branca e protéica na mamãe. Então já sabe: a noite vai ser boa.

Isso mesmo, mulheres. Se vocês não estivessem tão preocupadas em manjar o estetoscópio no bolso da calça de George Clooney (ou você  achou que ele estava feliz em te ver?), perceberiam que ER ensinou tudo errado para a gente. Esqueça a dor. Dor é balela. Nove meses se foram e chegou a hora de despachar o rebento via sedex vaginal. Quando você o fizer, e se fizer da maneira certa, os únicos urros serão de puro prazer. Afinal, parir é uma coisa linda, alto astral, é praticamente um pagode da Cohab pra ficar legal.

Você pode até ter gozar while at it, baby. Acredite.  

A tese maluca está no documentário Orgasmic birth, de Debra Pascali-Bonaro, mãe de cinco e vagina pentacampeã mais feliz do Oeste. O filme acompanha 11 mulheres que fazem o trabalho de parto parecer fichinha, em vez daquele suplício tão pavoroso que dá  vontade de se virar para o fedelho e falar “eu te odeio, feto filha da puta, quando você nascer eu te obrigo a assistir à TV educativa e ouvir cantigas de ninar na interpretação dodecafonista de Tom Zé para você ver o  que é bom pra tosse”. Em miúdos: na hora de ter  o bebê, a mulherada geme, beija, ri e chega a ter um orgasmo. Ou vários.  

marta_suplicyA bolsa estourou? Relaxa e goza!

Essa, garante Debra – ela própria educadora de parto por mais de 20 anos -, é a típica “win-win situation”, na qual mamãe e nenê só têm a ganhar neste processo “mais natural e saudável”. Reproduzo (opa) o argumento da documentarista, surrupiado daqui, ó.

Espero estimular a discussão para  que mulheres jovens e homens considerem como o uso excessivo de cirurgia cesariana, máquinas e drogas está transformando o que poderia ser uma experiência agradável – mesmo orgásmica – em algo às vezes traumático.   

Mas e aí, Debra?

O que é um parto orgásmico?  Algumas mulheres o descrevem como o orgasmo de suas vidas, tão pleno e sensual, o bebê se movendo pelo corpo da mais feliz e amorosa maneira. Outras definem a experiência da mesma forma que eu definiria como orgásmica a sensação de comer um bom pedaço de chocolate. Um êxtase incrível. 

mallu_magalhaes3_resizeEm 1992? Ah, eu estava, da mais feliz e amorosa maneira, dançando dentro de minha mãe mesma…

Sem tomar posições (a favor, contra ou de cócoras) a respeito da proposta, digamos,  intrigante de Debra, a blogueira se contenta em cruzar os dedos (não as pernas) para que a experiência maternal da amiga leitora seja tão prazerosa como as das mulheres de Orgasmic birth, tudo no trailer abaixo. Fica a dica: antes de clicar no play, certifique-se de que o som não está muito alto e de que não tenha alguém – sua avó, por exemplo – a pelo menos cinco metros de distância. Você vai entender.

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Camelo e Mallu, o casal da piada pronta

novembro 16, 2008

E esta agora, hein? Parece mesmo que Janta, dueto de Marcelo Camelo e Mallu Magalhães no disco solo do hermano, Sou, virou prato cheio para trocadilhos com esse namoro dos sonhos de qualquer versão indie da Caras. Tudo bem, ele parece mais (para Marcelão, 30 carnavais tiverem seu fim), e ela não é exatamente o Jordy do século 21 (está só a dois aninhos de poder mostrar o preço da sua flor no central da Playboy). Mesmo assim, se os amassos com o vanguartista Hélio Flanders, 23 anos, já davam (bom, se dava mesmo a gente não sabe, especula) o que falar, é claro que a galera não perdôou a ascensão de Marcelo: de hermano a papa. E como aqui a gente perde o amigo mas não perde a tangerinada, vai abaixo trechinho de entrevista que a Folha Online fez com Marcelo Camelo. O negrito é cortesia da casa.  

Folha: Essa mudança de rota não te faz ter medo de perder fãs?

Camelo: Eu faço música para me entreter como ouvinte mais do que como executor. É lógico que eu me importo [com os fãs], é com isso que eu pago meu aluguel. Mas pagar o leitinho das crianças nunca vai ser a desculpa para eu fazer música. É algo que eu preciso pra respirar. Mas eu me preocupo um pouquinho.

parmalatE aí, Mallu? Tomô? Cuspiu? Engoliu?